Estou viajando com alguns amigos meus, de carro, os quais eu não consigo distinguir. Estamos em Ouro Preto e a cidade está em efervecência, pois, além de ser dia de formatura, muitas garotas irão casar-se. Dentre estas estão algumas colegas do curso de letras. A Ana Maria, a Tammy, a Mariza e a Renata e outras. Passando de carro a primeira que vejo é a Ana Maria, já vestida de noiva. Cumprimento-a, desejando felicidades e ela me convida para a festa, dizendo que irá se servir pizza e refrigerante. Andando mais um pouco, chegamos todos ao local da festa. As mesas foram colocadas nas ruas, formando uma cruz.
Do portão dos fundos saem os garçons servindo as pizzas, enquanto que os convidados sentam-se em volta da mesa. Cada pessoa recebe uma pizza brotinho e um refrigerante. Alguns são servidos. Têm pizzas de muzzarella mas não consigo receber uma.
Em seguida já é noite. Estou numa rua que tem um canal no meio (o que me faz lembrar uma avenida da cidade de Campinas), num ponto de ônibus, esperando, junto com a Tammy, uma das que acabou de casar. Minha impressão é a de que há mais alguém comigo, uma mulher, mas não consigo distinguir. Inicio uma conversa com a Tammy sobre a sua formatura e seu casamento. Ela me diz que se formou em arquitetura, desenho e… (mais uma coisa, que não me lembro). Sobre seu casamento, pergunto como se sente. Ela responde laconicamente, levantando os ombros. Nesse instante passa um sujeito japonês, num carro, e pergunto-lhe as horas; ele diz e, em seguida, manobra o carro e mexe com a Tammy. Fico muito bravo e, com palavrões, digo-lhe que se meta com a sua vida. Ele desce, e, também, muito bravo, discute. Percebo que está um pouco bêbado. . Torna a entrar no carro, com uma lata de cerveja na mão, e, ainda discutindo, pega um revólver e dá 4 tiros em cima de mim. A impressão é que fui atingido, mas sei que ele não me acertou nenhum tiro. Corro e pulo em cima dele, agarrando-o. Seu revolver travou e seguro-o apontando diante de seu rosto. Ele dá dois tiros, sendo que o 2º o atravessa pela boca. Ele próprio atirou.
Em seguida estamos todos no ônibus. O motorista é um sujeito esquisito, meio japonês meio mulato, e o japonês também encontra-se no ônibus. Este entra em uma ponte, andando muito rápido. O ônibus derrapa e passa pela murada da ponte, caindo sobre o canal, que é de concreto muito limpo, com pouca água, mais parecendo uma piscina. Durante a queda, que é em câmara lenta, saio pela porta de trás e, à medida que o ônius cai, vou contornando-o por fora, segurando na sua estrutura, de tal forma que, quando a queda termina, estou ileso, de pé. A Tammy já não é a Tammy, e sim a Mariza. Também está sem um ferimento, bem como o motorista. O único que morreu foi o japonês bêbado.
Todos 3 juntos, vamos embora. Desperto.
