Segundo sonho de 8 de janeiro de 2003

Estou com uma amiga na universidade. Vamos andando subindo a alameda e entramos em uma sala. De repente ela se atira no chão, de pernas abertas, rindo e diz “vamos fazer aqui”. Fico surpreso e no segundo seguinte entra a mãe de minha amiga. Puxo minha amiga pela mão para que ela fique de pé. A mãe dela nos fica olhando. Eu fico sem graça. Minha amiga acha graça.

No momento seguinte estamos em outra sala. Toca o celular de minha amiga. São 5:30 h da manhã e ainda está escuro. Eu atendo. Uma voz masculina fala: “Sou eu”. Eu fico desconcertado e pergunto: “Quem fala?”. E a voz responde: “É Pedro.” Eu pergunto: “Quem?” mais 2 ou 3 vezes. Eu digo à minha amiga o nome da pessoa. Ela sorri, sem graça, e eu fico com ciúmes, meio desconcertado. Ela me diz que é um professor de Bauru. Eu digo: “Às 5:30 h da manhã.”

Em seguida dispara um alarme de carro. A mãe dela diz: “Professor, é o seu.” Eu estranho, pois meu carro não tem alarme. Vou até o estacionamento do prédio de minha amiga, onde está o carro, e ele está todo detonado, com o vidro do motorista quebrado, o fundo do porta-malas, e a frente onde tem o alarme. Fico desconcertado. Volto para onde está minha amiga, mas encontro minha esposa e um homem, que não sei quem é. Minha esposa não me dá atenção. Me dirijo à minha amiga, querendo falar com ela. Ela está no telefone. Eu aceno, dizendo que quero falar com ela fora da sala. Ela me diz para esperar. Eu vou tomar banho. Quando saio, para falar com minha amiga, ela está sentada ao lado da minha esposa, conversando. Olho para ela e aceno para sairmos, e ela me olha feio, dizendo com o rosto que estou sendo inconveniente. Desperto.

Sonho de 8 de janeiro de 2003

Estou viajando com meu filho. Está bem menor do que ele é hoje. Estamos em um hotel muito grande, na verdade imenso, procurando um quarto. Sou abordado por um dos funcionários, que me diz, com olhar malicioso, se já não me conheceu antes (?). Eu digo que é isso mesmo. Ele então me responde, dizendo para não mencionar o nome das garotas de programa (das quais eu tenho uma lista, de nomes). Me fornece um molho de chaves, e me indica o caminho que eu devo seguir para encontrar os quartos: 3 alamedas à esquerda e depois 2 (ou 4) acima. Eu vou com meu filho, e chego aonde estão os quartos. Estes estão rodeados por um espelho de água, e ficam ao lado do restaurante do hotel. Fico bravo, pois acho péssimo que os quartos fiquem ao lado do restaurante (um lugar de muito barulho). Olho para os números das chaves de vários quartos, e verifico que todos eles ficam ao lado do restaurante. Fico realmente insatisfeito. Desperto.

1 dos sonhos da noite 5-6/10 de 1986

Estou no meu colégio de 2º grau, quando, em meio aos colegas, uma amiga minha me aborda e diz que sabe de uma loja que vende artigos de maquiagem masculina e roupas masculinas. Ela me convida para ir lá, experimentar. Gosto da ideia, pois sempre gostei de “coisas diferentes”.

A loja fica num Shopping Center e, este tem um aspecto abandonado. Apesar disto, quando entramos na loja verifico que este é bastante espaçosa, com uma janela enorme do lado direito. O que permite que tudo esteja muito claro. Logo que nos acomodamos, uma senhorita me atende e traz uma caixa de pintura. Utilizo primeiro um pincel de pelo muito macio em uma tinta “sêca”, verde, para pintar uma sombra em cima do olho direito. Em seguida, com um 2º pincel tão macio quanto o primeiro, pinto uma faixa alaranjada na testa, na linha divisória com o cabelo. Com um terceiro pincel eu pinto quase toda a minha face direita, com azul, ficando um quadro grotesco, mas interessante. Pergunto à minha companheira:

– “E agora?”

– Agora você só tem 1 quarto pincel para utilizar da melhor maneira”, diz ela.

Tomo o pincel e, coma tinta branca, pinto quase o rosto todo. Neste ínterim, a vendedora me avisa que pela utilização da caixa eu pagarei uma taxa, e que meu nome irá a sorteio, na próxima segunda-feira para concorrer à caixa. De tal forma que o ganhador pagará 400.000 cruzeiros ao mês, por 12 meses, a fim de ter a caixa, o que eu acho um absurdo.

A vendedora me dá um creme para tirar a maquiagem, que é um creme muito macio e de um perfume muito suave. Após tirar a maquiagem, fico apreciando o meu rosto tal qual ele é. Desperto.

Sonho de 10.8/11.8 de 1986

Estou no velho oeste americano e encarno um cowboy. E, no meu círculo de relações pessoais, existe uma mulher a quem muito aprecio. Ela é alta, forte, um tipo masculino, de cabelos curtos, mas não consigo distinguir seu rosto muito bem. E com ela tenho fantasias sexuais muito fortes e muito bonitas. Imagino-a em meus braços e eu a carrego e a acaricio muito. Para “senti-la” melhor, utilizo-me de carregar um travesseiro. Para mim é tudo bastante real, de maneira que me envolvo totalmente na “produção” destas fantasias.

Logo chega um rapaz novo no lugar. Ele é muito bem apessoado e trabalha como cozinheiro. E, apesar de nossa cozinheira não ser muito bonita, é do tipo muito feminino, pequena, loira, de olhos azuis e delicada. Logo nos primeiros dias o rapaz a importuna e ela vem se queixar ao xerife (que sou eu) e aos outros “homens” da cidade. Pois então, saímos a caça-lo para prendê-lo. Sabendo da situação ele foge e vai de casa em casa, de aposento em aposento até esconder-se em um banheiro que tem portas para o exterior e que se comunica com o quarto de uma casa. Ele observa que nós passamos à sua procura, e, depois de seguirmos, vai para o quarto, tira a roupa e imagina-se com a cozinheira, tendo suas próprias fantasias eróticas. Mas, a certa altura, a cozinheira materializa-se na sua fantasia, e ele a acaricia e ele passa a ser Eu! Eu a acaricio muito, a beijo por entre as pernas. Sua pele é muito macia, e quando sinto-a pronta e proponho que tenhamos relação, ela ri baixinho. Prestes ao ato, ela se esquiva levemente e percebo que não é seu desejo que o Ato se efetive. Desta forma, eu permaneço acariciando-a, até INTUIR que meus caçadores vem aí, atrás de mim. Escondo-me debaixo da cama que é muito alta. Quando eles aparecem e batem à porta, dizem: “Saia, que sabemos que você está aí.” Clara (é o nome da cozinheira) responde: “Quem está aqui sou eu e mais ninguém.” Eles insistem e ela continua afirmando que está só. Por fim, saio de baixo da cama, olho-a nua e maravilhosa e proponho que os deixemos entrar. Ao entrar, deparam-se comigo (já vestido) e ela (nua) sentados na cama e digo:

– Xerife, apresento-lhe minha esposa, senhorita Clara Sverner.

O xerife fica possesso e afirma que o fato de eu a ter dissuadido, discutindo sobre quais seriam as baixezas que eu havia de ter cometido a fim de conquista-la. Por fim, replico:

– Acontece, xerife, que é o senhor que está com inveja. Bem me lembro no alojamento, vermos o senhor agarrado a travesseiros e imaginando-se com a fulana, e tendo suas fantasias sexuais. Acontece que o senhor não suportou a ideia de eu poder REALIZAR MINHAS FANTASIAS SEXUAIS, e por isso está aí, todo enraivecido contra mim.

Enquanto que falava o xerife, assustado, ia se contorcendo e seu rosto se desfigurando, caindo no chão, como que estivesse possuído pelo demônio e as palavras tivessem um efeito de exorcizar este. No fim de minha afirmação, desperto.

Sonho de 1983 ou 1984

Estou caminhando na chuva, de mãos dadas com uma amiga da qual não consigo vislumbrar o rosto. Me vem a ideia de que não é um rosto bonito, e é baixinha de corpo atarracado (Yang, dominadora?). Estamos muito alegres, conversando sobre poesia, quando eu cogito sobre a possibilidade de irmos para algum lugar (casa de meu pai, ou de minha mãe) para escutarmos música e lermos poesia. Andamos por uma rua de Campinas (?) que sai em um balão de contorno (mandala), quando opto por irmos à casa de minha mãe, que fica aproximadamente em ângulo de 60º do ponto em que estamos no balão.

O balão situa-se em um leve aclive.

É um dia cinzento. O balão não é arborizado, mas tem alguns canteiros e flores e de grama. Atravessamo-lo, e logo vamos para a casa de minha mãe.

Antes de entrar cogito que a casa seja uma livraria. Vejo a entrada da casa, que desce (é subterrânea) e, no seu interior, um secretário (?) bate à máquina. O interior é bonito, e me vem um tom amarelo-amarronzado-bege à vista. Descemos. A casa tem uma decoração moderna que me agrada bastante.

Lá estão minha mãe e minhas duas irmãs. Cumprimentamo-nos, e eu tenho a impressão de que faz muito tempo que não vejo minha mãe. Ela disse que estava em Campinas e fora ver uma apresentação de esportes de uma menina que fora colega nossa no ginásio, e agora está estudando NOMENCLATURA na PUCC. Está no 2º ano. Esta ex-colega também não tem o rosto muito bonito, tem corpo atarracado e masculino. Comentamos sobre seu estudo e eu acho graça dela estar fazendo este curso. Quando minha mãe fala que ela já está no 2º ano me vem um sentimento de cobrança. Eu falo que é muito fácil fazer cursos deste tipo na PUCC.

A imagem seguinte é que eu estou com minha amiga, com quem estava na rua, deitado em um sofá trocando palavras e carinhos. Minha mãe vem e nos reprime, dizendo a mim para parar com aquilo. Antes porém, dela chegar, eu consigo prever o que vai acontecer, mas deixo acontecer. Depois dela dizer, com bastante raiva, que quer que paremos com aquela atitude, eu digo à ela para esquecer-me, pois dificilmente vou vê-la de novo. E, de fato, antes de despertar, tenho a impressão de que fiquei 5 a 6 anos sem visitá-la por ter sido tão inconveniente.

Sonho de 1 de agosto de (talvez 1985)

Estou andando na rua… quando passam dois guardas, um deles com a mão machucada e me perguntam onde há uma farmácia. “Há uma logo ali”, indico para eles.

Andando um pouco mais, encontro o Pedro (da Jane) junto com outro rapaz que eu não conheço. O Pedro me diz que quer me mostrar algo. Leva-me então a uma caminhonete grande, mas que só tem a cabine da frente; atrás, só o esqueleto. Parece um daqueles caminhões em que se encaixa a carreta atrás. É grande e vermelha-bordeaux, bonita. Digo:

– Linda, heim Pedro! É uma F-100, não?

Ele me olha pelo canto do olho e dá uma risada irônica.

– Não, não é uma F-100. É uma F-50.

Pedro começa a manobrá-la com nós 3 dentro. Estou sentado entre os dois. Pedro dirige e o rapaz está à minha direita. Vou de pé, apoiado numa corda larga que envolve toda a parte de trás da cabine. Esta é aberta atrás, mas não parece que falta algo.

Enquanto manobra, vejo uma barraca amarrada numa rede e junto com outras coisas na porta da garagem do Pedro. Pergunto:

– Não tem problema você deixar sua barraca e suas coisas ali, expostas, Pedro?

– Tem sim. Preciso guardá-las, mas por enquanto não achei um lugar em casa.

Em cima da garagem há uma saleta de varanda com vista para a rua. Há uma rede com alguém dentro que parece uma mulher grávida.

Em seguida estou num prédio, num apartamento quase sem mobília. Lá está uma moçada divertida. Chegando ali me entroso com eles, que estão de saída. Só fico com 2 deles: um rapaz e uma garota que não conheço. Na frente do apartamento está o Arco do Triunfo (estamos em Paris!). Estão reformando-o, mas virtualmente refazendo-o. A construção é moderna: são lajes bem finas que vão sendo feitas em cima da estrutura original, que vai sendo destruída de cima para baixo. Fico observando os pedreiros trabalharem. Após terminar uma laje eles fazem-na vibrar (tremer) com um vibrador, o que a entorta, mas aglutina o concreto. Daí eles dão a forma definitiva, ficando bem sólido. Dá a impressão de ser uma construção frágil.

Estamos no arco do triunfo, ao lado dos trabalhadores. Ali dá para ver que há vãos entre lajes do mesmo nível e eles trabalham pulando de uma laje à outra naquela altura! Fico abismado de ver com que destreza eles enfrentam o perigo. Eles jogam o saco de concreto que os “leva” com o impulso. Assim, passam de uma laje à outra. Comento com meu amigo sobre isso e ele diz que não há problema, pois há um patamar de madeira entre uma laje e outra. Quando olho com atenção, vejo que é verdade. Estando ali, sentamo-nos na beira de uma das lajes, que é acolchoada. É de noite e Paris está linda!

De repente escorrego um pouco na beira, e peço ajuda, desesperadamente:

– Por favor, me ajudem, I want to live a beautiful life!

Eles me puxam, dizendo:

–        Puxa, não precisa se desesperar!

Terminando de me puxar, o outro (agora é homem!) que está lendo livro, escorrega e cai (!) na laje inferior. Meu amigo faz cara de desconsolado, pois não percebe o que aconteceu. Indico-lhe o outro com o olhar, que está na laje de baixo, lendo.

Voltamos ao apartamento. Logo voltam todos e um rapaz e uma moça voltam dizendo:

– Você cheira? Imitando o ato, com o nariz.

– Sim, eu cheiro, olha. e eu os imito.

O rapaz chega perto de mim, e diz:

– Hum, cheiro de maconha.

– Não, é óleo de copaíba, retruco. Realmente eu uso o óleo de copaíba (Mas não tem cheiro de maconha…).

Uma das garotas do grupo leva-me para passear por Curitiba. Ela está com uma calça de jogging e parece ter algo debaixo que lembra o saco (escroto). Parece ter elefantíase. Ela me pergunta:

– Você conhece a Kátia, de Campinas?

Logo me lembro da Kátia, da escola onde fiz segundo grau em São Paulo. E me vem uma recordação dolorosa.

– Que Kátia, como ela é?

Ela me descreve e é idêntica à que conheci.

– Sim, conheço, mas porquê?

– Não, por nada.

– Ora, vamos, conte-me

– Não, não é nada. Só que ela é amante de meu pai. Ele vai vê-la a cada 15 dias. Ela só queria transar com ele, e conseguiu.

Fico chocado com o que ela me diz. Paro um pouco, mal acreditando no que ela me diz.

– Você sabe aonde ela mora? pergunto.

– Sei.

– Você pode me levar lá?

– Não gostaria, mas posso.

Ela então me leva. Enquanto andamos, lebro-me de minha paixão pela Kátia no tempo do segundo grau. “Como aconteceu o que aconteceu?” penso. Chegamos em uma casa, onde não há ninguém, aparentemente.

– É aí.

Entro nas dependências de área de serviço, sento em uma cadeira perto de uma porta que dá para dentro, e fico a esperar.

Desperto.

Sonho de 11 de agosto de 1985

Estou no velho oeste americano e encarno um cowboy. No meu círculo de relações pessoais existe uma mulher quem muito aprecio. Ela é alta e forte, um tipo masculino de cabelos curtos, mas não consigo distinguir seu rosto muito bem. E com ela tenho fantasias sexuais muito fortes e muito bonitas. Imagino-a em meus braços e a carrego e acaricio muito. Para senti-la melhor, utilizo-me de carregar um travesseiro. Para mim é tudo bastante real, de maneira que me envolvo totalmente na “produção” destas fantasias.

Logo chega um rapaz novo no lugar. Muito bem apessoado, trabalha como cozinheiro. Apesar de nossa cozinheira não ser muito bonita, é muito feminina, pequena, loira de olhos azuis e delicada. Logo nos primeiros dias o rapaz a importuna e ela vem se queixar ao xerife (que sou eu) e aos outros homens da cidade. Saímos à caça do homem jovem para prendê-lo. Sabendo da situação ele foge, e vai de casa em casa, de aposento em aposento, até se esconder em um banheiro que tem portas para o exterior e que se comunica com o quarto de uma casa. Ele observa que nós passamos à sua procura, e, depois de seguirmos, vai para o quarto, tira a roupa e imagina-se com a cozinheira, com suas próprias fantasias eróticas. Mas, a certa altura a cozinheira materializa-se na sua fantasia, e ele a acaricia, e ele passa a ser eu! Eu a acaricio muito, a beijo por entre as pernas. Sua pele é muito macia, e quando sinto-a pronta e proponho que tenhamos a relação, ela ri baixinho. Prestes ao ato, ela se esquiva levemente e percebo que não é de seu desejo que o ato se efetive. Desta forma, permaneço acariciando-a até intuir que meus caçadores vêm aí, atrás de mim. Escondo-me embaixo da cama, que é muito alta. Quando eles aparecem e batem à porta, dizem: “Saia, que sabemos que você está aí”. Clara, a cozinheira, reponde: “Quem está aqui sou eu e mais ninguém”. Eles insistem e ela continua afirmando que está só. Por fim, saio de baixo da cama, olho-a nua e maravilhosa e proponho que os deixemos entrar. Ao entrar, deparam-se comigo, já vestido, e ela, nua, sentados na cama, e digo:

– Xerife, apresento-lhe minha esposa, senhorita Clara Sverner.

O xerife fica possesso e afirma o fato de eu a ter dissuadido, discutindo sobre quais seriam as baixesas que eu havia de ter cometido a fim de conquistá-la. Por fim, replico:

– Acontece, xerife, que é o senhor que está com inveja. Bem me lembro de no alojamento vermos o senhor agarrado a travesseiros e imaginando-se com a fulana, e tendo suas fantasias sexuais. Acontece que o senhor não suportou a ideia de eu poder REALIZAR MINHAS FANTASIAS SEXUAIS, e por isso está aí, todo enraivecido contra mim.

Enquanto eu falava o xerife, assustado, ia se contorcendo e seu rosto se desfigurando, caindo no chão, como que possuído pelo demônio e as palavras tivessem efeito de exorcizar este. No fim de minha afirmação, desperto.

Sonho de 24 de Janeiro de 2013

Estou em um teatro com bastante audiência antes do espetáculo, muitos jovens. Algumas pessoas estão cantando “Upa, neguinho”. Canto com eles. Ao final pergunto se eles sabem de quem é a música. Eles dizem que não. Eu digo:

-Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo.

Em seguida estou em outro local que parece um teatro, com mais 4 pessoas, talvez 2 homens e 2 mulheres, ou 3 homens e 1 mulher. Não me lembro ao certo. Começo a recitar parte dos versos de “Fado Tropical”, de Chico Buarque e Ruy Guerra:

“Meu coração tem um sereno jeito

e as minhas mãos o golpe duro e presto,

De tal maneira que, depois de feito,

Desencontrado, eu mesmo me contesto.

Se trago as mãos distantes do meu peito

é que há distância entre intenção e gesto.

E se o meu coração nas mãos estreito,

me assombra a súbita impressão de incesto.

Quando me encontro no calor da luta

ostento a aguda empunhadora à proa,

Mas meu peito se desabotoa.

E se a sentença se anuncia bruta

mais que depressa a mão cega executa,

pois que senão o coração perdoa”.

Desperto.