Sonho da noite de 12 de fevereiro de 1986

Estou em um ginásio de esportes treinando volei. É um local estranho, já que a quadra é menor do que a de costume e não existem as linhas características dos 3 metros. Os jogadores treinam cortadas sucessivas e todos erram muito pelo fato da quadra ser menor. Além disso, o espaço é apertado. Ao término da linha da quadra existem, espalhadas ao seu redor, mesas e cadeiras de madeira. Sendo assim, fica difícil jogar, pois, uma bola mais difícil faz com que nós saiamos do espaço demarcado e tropecemos nas mesas e cadeiras. No meu time só existem 3 jogadores: eu, um outro rapaz e uma garota. A técnica é severa e exige. Me esforço ao máximo, pois é o 1º dia de minha presença. Logo, faltando 10 min para terminar o treino, chamam-me ao telefone. Quando vou atender, ouço comentários de que “nem bem começou a treinar, já é chamado ao telefone”. Não faço caso. Quando atendo é a Nídia. Ela pergunta se eu vou demorar e eu digo que não, só falta tomar banho e ir ao restaurante do Severino encontrarmo-nos. Ela diz que se eu demorar não vai poder esperar-me, pois tem um compromisso. Irrito-me com sua intransigência e começamos a discutir. Fazemos uma breve pausa, pelo rancor (cada qual fica do seu lado, sem dizer nada), e ela reinicia o papo dizendo:

– Alô, de onde falam?

– É daqui, com quem quer falar?

– Com o ***.

– É ele quem fala. Quem é?

– A Nídia.

– Oi, tudo bem.

– Oi tudo bom. Estou aqui, no Severino lhe esperando.

– Ótimo. Estou indo. Só vou tomar um banho e logo estarei aí, tá? Tchau… Desligo e desperto.

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***Aqui omiti meu nome, para manter minha privacidade.

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