Sonho de 10.8/11.8 de 1986

Estou no velho oeste americano e encarno um cowboy. E, no meu círculo de relações pessoais, existe uma mulher a quem muito aprecio. Ela é alta, forte, um tipo masculino, de cabelos curtos, mas não consigo distinguir seu rosto muito bem. E com ela tenho fantasias sexuais muito fortes e muito bonitas. Imagino-a em meus braços e eu a carrego e a acaricio muito. Para “senti-la” melhor, utilizo-me de carregar um travesseiro. Para mim é tudo bastante real, de maneira que me envolvo totalmente na “produção” destas fantasias.

Logo chega um rapaz novo no lugar. Ele é muito bem apessoado e trabalha como cozinheiro. E, apesar de nossa cozinheira não ser muito bonita, é do tipo muito feminino, pequena, loira, de olhos azuis e delicada. Logo nos primeiros dias o rapaz a importuna e ela vem se queixar ao xerife (que sou eu) e aos outros “homens” da cidade. Pois então, saímos a caça-lo para prendê-lo. Sabendo da situação ele foge e vai de casa em casa, de aposento em aposento até esconder-se em um banheiro que tem portas para o exterior e que se comunica com o quarto de uma casa. Ele observa que nós passamos à sua procura, e, depois de seguirmos, vai para o quarto, tira a roupa e imagina-se com a cozinheira, tendo suas próprias fantasias eróticas. Mas, a certa altura, a cozinheira materializa-se na sua fantasia, e ele a acaricia e ele passa a ser Eu! Eu a acaricio muito, a beijo por entre as pernas. Sua pele é muito macia, e quando sinto-a pronta e proponho que tenhamos relação, ela ri baixinho. Prestes ao ato, ela se esquiva levemente e percebo que não é seu desejo que o Ato se efetive. Desta forma, eu permaneço acariciando-a, até INTUIR que meus caçadores vem aí, atrás de mim. Escondo-me debaixo da cama que é muito alta. Quando eles aparecem e batem à porta, dizem: “Saia, que sabemos que você está aí.” Clara (é o nome da cozinheira) responde: “Quem está aqui sou eu e mais ninguém.” Eles insistem e ela continua afirmando que está só. Por fim, saio de baixo da cama, olho-a nua e maravilhosa e proponho que os deixemos entrar. Ao entrar, deparam-se comigo (já vestido) e ela (nua) sentados na cama e digo:

– Xerife, apresento-lhe minha esposa, senhorita Clara Sverner.

O xerife fica possesso e afirma que o fato de eu a ter dissuadido, discutindo sobre quais seriam as baixezas que eu havia de ter cometido a fim de conquista-la. Por fim, replico:

– Acontece, xerife, que é o senhor que está com inveja. Bem me lembro no alojamento, vermos o senhor agarrado a travesseiros e imaginando-se com a fulana, e tendo suas fantasias sexuais. Acontece que o senhor não suportou a ideia de eu poder REALIZAR MINHAS FANTASIAS SEXUAIS, e por isso está aí, todo enraivecido contra mim.

Enquanto que falava o xerife, assustado, ia se contorcendo e seu rosto se desfigurando, caindo no chão, como que estivesse possuído pelo demônio e as palavras tivessem um efeito de exorcizar este. No fim de minha afirmação, desperto.

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