1 dos sonhos da noite 5-6/10 de 1986

Estou no meu colégio de 2º grau, quando, em meio aos colegas, uma amiga minha me aborda e diz que sabe de uma loja que vende artigos de maquiagem masculina e roupas masculinas. Ela me convida para ir lá, experimentar. Gosto da ideia, pois sempre gostei de “coisas diferentes”.

A loja fica num Shopping Center e, este tem um aspecto abandonado. Apesar disto, quando entramos na loja verifico que este é bastante espaçosa, com uma janela enorme do lado direito. O que permite que tudo esteja muito claro. Logo que nos acomodamos, uma senhorita me atende e traz uma caixa de pintura. Utilizo primeiro um pincel de pelo muito macio em uma tinta “sêca”, verde, para pintar uma sombra em cima do olho direito. Em seguida, com um 2º pincel tão macio quanto o primeiro, pinto uma faixa alaranjada na testa, na linha divisória com o cabelo. Com um terceiro pincel eu pinto quase toda a minha face direita, com azul, ficando um quadro grotesco, mas interessante. Pergunto à minha companheira:

– “E agora?”

– Agora você só tem 1 quarto pincel para utilizar da melhor maneira”, diz ela.

Tomo o pincel e, coma tinta branca, pinto quase o rosto todo. Neste ínterim, a vendedora me avisa que pela utilização da caixa eu pagarei uma taxa, e que meu nome irá a sorteio, na próxima segunda-feira para concorrer à caixa. De tal forma que o ganhador pagará 400.000 cruzeiros ao mês, por 12 meses, a fim de ter a caixa, o que eu acho um absurdo.

A vendedora me dá um creme para tirar a maquiagem, que é um creme muito macio e de um perfume muito suave. Após tirar a maquiagem, fico apreciando o meu rosto tal qual ele é. Desperto.

Sonho de 10.8/11.8 de 1986

Estou no velho oeste americano e encarno um cowboy. E, no meu círculo de relações pessoais, existe uma mulher a quem muito aprecio. Ela é alta, forte, um tipo masculino, de cabelos curtos, mas não consigo distinguir seu rosto muito bem. E com ela tenho fantasias sexuais muito fortes e muito bonitas. Imagino-a em meus braços e eu a carrego e a acaricio muito. Para “senti-la” melhor, utilizo-me de carregar um travesseiro. Para mim é tudo bastante real, de maneira que me envolvo totalmente na “produção” destas fantasias.

Logo chega um rapaz novo no lugar. Ele é muito bem apessoado e trabalha como cozinheiro. E, apesar de nossa cozinheira não ser muito bonita, é do tipo muito feminino, pequena, loira, de olhos azuis e delicada. Logo nos primeiros dias o rapaz a importuna e ela vem se queixar ao xerife (que sou eu) e aos outros “homens” da cidade. Pois então, saímos a caça-lo para prendê-lo. Sabendo da situação ele foge e vai de casa em casa, de aposento em aposento até esconder-se em um banheiro que tem portas para o exterior e que se comunica com o quarto de uma casa. Ele observa que nós passamos à sua procura, e, depois de seguirmos, vai para o quarto, tira a roupa e imagina-se com a cozinheira, tendo suas próprias fantasias eróticas. Mas, a certa altura, a cozinheira materializa-se na sua fantasia, e ele a acaricia e ele passa a ser Eu! Eu a acaricio muito, a beijo por entre as pernas. Sua pele é muito macia, e quando sinto-a pronta e proponho que tenhamos relação, ela ri baixinho. Prestes ao ato, ela se esquiva levemente e percebo que não é seu desejo que o Ato se efetive. Desta forma, eu permaneço acariciando-a, até INTUIR que meus caçadores vem aí, atrás de mim. Escondo-me debaixo da cama que é muito alta. Quando eles aparecem e batem à porta, dizem: “Saia, que sabemos que você está aí.” Clara (é o nome da cozinheira) responde: “Quem está aqui sou eu e mais ninguém.” Eles insistem e ela continua afirmando que está só. Por fim, saio de baixo da cama, olho-a nua e maravilhosa e proponho que os deixemos entrar. Ao entrar, deparam-se comigo (já vestido) e ela (nua) sentados na cama e digo:

– Xerife, apresento-lhe minha esposa, senhorita Clara Sverner.

O xerife fica possesso e afirma que o fato de eu a ter dissuadido, discutindo sobre quais seriam as baixezas que eu havia de ter cometido a fim de conquista-la. Por fim, replico:

– Acontece, xerife, que é o senhor que está com inveja. Bem me lembro no alojamento, vermos o senhor agarrado a travesseiros e imaginando-se com a fulana, e tendo suas fantasias sexuais. Acontece que o senhor não suportou a ideia de eu poder REALIZAR MINHAS FANTASIAS SEXUAIS, e por isso está aí, todo enraivecido contra mim.

Enquanto que falava o xerife, assustado, ia se contorcendo e seu rosto se desfigurando, caindo no chão, como que estivesse possuído pelo demônio e as palavras tivessem um efeito de exorcizar este. No fim de minha afirmação, desperto.