Sonho de 24 de Janeiro de 2013

Estou em um teatro com bastante audiência antes do espetáculo, muitos jovens. Algumas pessoas estão cantando “Upa, neguinho”. Canto com eles. Ao final pergunto se eles sabem de quem é a música. Eles dizem que não. Eu digo:

-Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo.

Em seguida estou em outro local que parece um teatro, com mais 4 pessoas, talvez 2 homens e 2 mulheres, ou 3 homens e 1 mulher. Não me lembro ao certo. Começo a recitar parte dos versos de “Fado Tropical”, de Chico Buarque e Ruy Guerra:

“Meu coração tem um sereno jeito

e as minhas mãos o golpe duro e presto,

De tal maneira que, depois de feito,

Desencontrado, eu mesmo me contesto.

Se trago as mãos distantes do meu peito

é que há distância entre intenção e gesto.

E se o meu coração nas mãos estreito,

me assombra a súbita impressão de incesto.

Quando me encontro no calor da luta

ostento a aguda empunhadora à proa,

Mas meu peito se desabotoa.

E se a sentença se anuncia bruta

mais que depressa a mão cega executa,

pois que senão o coração perdoa”.

Desperto.

 

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