Sonho de 11 de agosto de 1985

Estou no velho oeste americano e encarno um cowboy. No meu círculo de relações pessoais existe uma mulher quem muito aprecio. Ela é alta e forte, um tipo masculino de cabelos curtos, mas não consigo distinguir seu rosto muito bem. E com ela tenho fantasias sexuais muito fortes e muito bonitas. Imagino-a em meus braços e a carrego e acaricio muito. Para senti-la melhor, utilizo-me de carregar um travesseiro. Para mim é tudo bastante real, de maneira que me envolvo totalmente na “produção” destas fantasias.

Logo chega um rapaz novo no lugar. Muito bem apessoado, trabalha como cozinheiro. Apesar de nossa cozinheira não ser muito bonita, é muito feminina, pequena, loira de olhos azuis e delicada. Logo nos primeiros dias o rapaz a importuna e ela vem se queixar ao xerife (que sou eu) e aos outros homens da cidade. Saímos à caça do homem jovem para prendê-lo. Sabendo da situação ele foge, e vai de casa em casa, de aposento em aposento, até se esconder em um banheiro que tem portas para o exterior e que se comunica com o quarto de uma casa. Ele observa que nós passamos à sua procura, e, depois de seguirmos, vai para o quarto, tira a roupa e imagina-se com a cozinheira, com suas próprias fantasias eróticas. Mas, a certa altura a cozinheira materializa-se na sua fantasia, e ele a acaricia, e ele passa a ser eu! Eu a acaricio muito, a beijo por entre as pernas. Sua pele é muito macia, e quando sinto-a pronta e proponho que tenhamos a relação, ela ri baixinho. Prestes ao ato, ela se esquiva levemente e percebo que não é de seu desejo que o ato se efetive. Desta forma, permaneço acariciando-a até intuir que meus caçadores vêm aí, atrás de mim. Escondo-me embaixo da cama, que é muito alta. Quando eles aparecem e batem à porta, dizem: “Saia, que sabemos que você está aí”. Clara, a cozinheira, reponde: “Quem está aqui sou eu e mais ninguém”. Eles insistem e ela continua afirmando que está só. Por fim, saio de baixo da cama, olho-a nua e maravilhosa e proponho que os deixemos entrar. Ao entrar, deparam-se comigo, já vestido, e ela, nua, sentados na cama, e digo:

– Xerife, apresento-lhe minha esposa, senhorita Clara Sverner.

O xerife fica possesso e afirma o fato de eu a ter dissuadido, discutindo sobre quais seriam as baixesas que eu havia de ter cometido a fim de conquistá-la. Por fim, replico:

– Acontece, xerife, que é o senhor que está com inveja. Bem me lembro de no alojamento vermos o senhor agarrado a travesseiros e imaginando-se com a fulana, e tendo suas fantasias sexuais. Acontece que o senhor não suportou a ideia de eu poder REALIZAR MINHAS FANTASIAS SEXUAIS, e por isso está aí, todo enraivecido contra mim.

Enquanto eu falava o xerife, assustado, ia se contorcendo e seu rosto se desfigurando, caindo no chão, como que possuído pelo demônio e as palavras tivessem efeito de exorcizar este. No fim de minha afirmação, desperto.

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